sábado, 28 de setembro de 2024

sobre a Beleza

    
    A Beleza: um fim em si, o mistério que dá vida aos corações verdadeiramente sensíveis da humanidade – o mistério que Nick desvenda na lua, e Tranströmer desvenda em Haydn, e Celan desvenda na janela, e Drummond desvenda na flor, e Quasimodo desvenda na chuva, e Eliot desvenda em Cristo, e Pound desvenda no vento, e Nietzsche desvenda em Dioniso, e Emerson desvenda no arbusto, e Saigyō desvenda na cerejeira, e Virgílio desvenda na liberdade, e Vyasa desvenda em Vishnu, e Ésquilo desvenda em Zeus, e Píndaro desvenda na música, e Heráclito desvenda no Logos, e Safo desvenda no amor, e Tirteu desvenda na pátria, e Homero desvenda em Calíope. Ensina-nos o mestre americano:
    “No reason can be asked or given why the soul seeks beauty. Beauty, in its largest and profoundest sense, is one expression for the universe. God is the all-fair. Truth, and goodness, and beauty, are but different faces of the same All.”

(Atenas, 28/9)

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